Como falei começa agora uma série de posts contando um pouco da história do BahiaRock.
Em meados de 2001, eu (Márcio Costa) era estudante de informática da UCSAL e tinha como colega de faculdade um amigo de alguns anos (Ramon Prates) que conheci por causa do famoso canal do MIRC #METAL-BA. Eu tinha na cabeça a ideia de criar algo novo que acrescentasse alguma coisa, mas não sabia o que. Sabia que seria na área de informática e seria na internet, que cada vez mais vinha se popularizando.
Neste ano o MIRC vinha decaindo e o ICQ, MSN e bate papos on line vinham ganhando cada vez mais força. Naquela época o principal meio de divulgação da cena rocker era um telefone que dava para uma gravação que informava sobre alguns shows que aconteceriam na cidade (o grande e saudoso TELEFANZINE, que estava em fase de desativação), fora isso só saberíamos de outros eventos através de cartazes (a maioria muito tosco) em murais de faculdades e colégios.
Em um encontro da galera do MIRC, regado a muita cerveja, comentei essa minha ideia de criar um site e sugeri aos presentes a ideia de criar um portal sobre o rock baiano (ainda sem nome). Ideia aceita por todos, que se tornariam os primeiros membros do BR: Marcos de Aguiar (Cão), Rubens Bastos (Ruru) e Ramon Prates.
Tivemos algumas reuniões depois para decidir o futuro dessa ideia. No começo pensamos num nome óbvio: Rock in Bahia. Pesquisando na internet descobrimos que este domínio já existia, e era um site muito bem feito, tecnologicamente falando para os padrões da época, e para mim foi como um balde de água fria: “minha ideia não era tão original como pensava’.
Depois de colocar a cabeça no lugar, fui navegar neste site e percebi que era feito por um pessoal de Feira de Santana e pensei que Salvador merecia um portal mais focado na capital. Vi também, que o material produzido pelo site não era tão interessante assim e me entusiasmei de novo. Só restava pensar em outro nome.
Tentamos o RockBahia mas já estava registrado, então sobrou o BahiaRock, que sonoramente é mais harmônico e com certeza, como marca, mais original.
Trabalhamos então em cima deste nome, e na primeira reunião depois da escolha o grande Ruru criou a primeira marca, que utilizava a fonte “day of tentacle” e fazia uma brincadeira com a bandeira do Estado da Bahia, em vez do ponto no i, via-se o triangulo da bandeira, e na bandeira em vez do triangulo se via as iniciais BR.
Com a marca criada, passamos para o desenvolvimento do site, tanto na parte técnica como conceitual: quais seriam os objetivos, como seria dividida as seções?
Na parte técnica, decidimos criar o site da forma mais básica e rápida, pois o desenvolvimento de um sistema de gestão dinâmica de sites ficaria muito custoso para contratar e muito trabalhoso e demorado para ser implementado, e os sistemas de gestão gratuitos estavam longes de serem seguros e confiáveis. Escolhemos então o HTML básico, que seria mais fácil de implementar, mas mais trabalhoso para atualizar, escolhemos como modelo provisório. Criamos um lay out com fundo preto e letras em amarelo claro, que ficavam menos cansativos para ler.
Para hospedagem do BR recebemos um convite de outro grande amigo, mas pouco ligado ao Rock, Eduardo Lopes, proprietário do então provedor de Internet o Internett.com.br. A proposta para nós foi fantástica, teríamos um servidor dedicado ao BahiaRock, com trafego e armazenamento ilimitado, tudo o que precisávamos.
Definida a hospedagem e a parte de desenvolvimento técnica, passamos para a parte de conteúdo, onde decidimos que teria uma agenda de shows, um classificados (não sé de compra/venda de instrumentos, mas um local para podermos ajudar na formação de bandas e na manutenção das mesmas), um cadastro de bandas e matérias relacionadas ao Rock na Bahia, como cobertura de shows, entrevistas, reviews de Cds e DVDs entre outras. Mas como fazer entrevistas e cobertura de shows se ninguém no site tinha câmera digital (muito cara na época, poucas pessoas possuíam)?
É aí que entra o Metal Ramone (Rogério Bastos), amigo em comum de todos no site, e único que tinha câmera digital. É verdade, Metal só entrou no BahiaRock porque tinha câmera digital e foi, no final, um dos mais importantes membros do grupo.
Já no início de 2002, com o grupo definido, site implementado e devidamente hospedado, iniciamos as reuniões de pauta e a ida a campo para podermos lançar o site com algum conteúdo. Mas isso fica para o próximo post.

#1 by Pierre on 19/06/2011 - 05:24
Parabéns por todo pioneirismo ! Era frequentador do site e achava uma canal de informação fundamental tanto para atualidade quanto como registro da história do rock mais contemporâneo e independente da Bahia.
Fora que para mim se tornou um espaço para conhecer e tocar com pessoas interessantes e inesquecíveis, que somado a proposta do site muito me ajudaram no desenvolvimento da cria-atividade musical.
Torço que o site volte o quanto antes, mesmo que numa forma mais básica, porém mantendo-se firme e resistente, apesar de todo e qualquer problema, assim como o rock desse estado.
Abraço forte, e valeu por todos esses anos.
#2 by zé henrique on 30/06/2011 - 11:20
uau, q profundo, do nada para lugar nenhum…